Desde 2014, durante todo mês de setembro ocorre a campanha do mês de prevenção ao suicídio, também conhecida como Setembro Amarelo. É uma campanha que ocorre durante todo o ano, mas ganha ainda mais visibilidade neste mês, e hoje, dia 10 de setembro, também é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, no qual ocorrem atividades de conscientização e prevenção em todo o mundo, desde 2003.

Suicídio e doenças mentais ainda são tabu na nossa sociedade, dificultando o pedido de ajuda de quem está sofrendo. Somente falando sobre suicídio e deixando de lado preconceitos e desinformação, conseguiremos evitar mais mortes, identificando os sinais, oferecendo e buscando a ajuda adequada.

Todo ano no Brasil, cerca de 12 mil pessoas cometem suicídio, no mundo são mais de 1 milhão de casos. As principais vítimas são jovens com transtornos mentais, os mais comuns entre os casos de suicídio são depressão, transtorno bipolar e abuso de substâncias, como álcool e drogas.

Esses números já são assustadores por si só e, para piorar a situação, esse ano o número de suicídios e transtornos mentais aumentou consideravelmente em todo o mundo, consequência do isolamento social e da incerteza que vivemos hoje. 

O número de suicídios vai aumentar em 32% nos Estados Unidos,  durante o isolamento social, segundo a pesquisa realizada e publicada pelo Pine Rest Christian Mental Health Services. A pesquisa também aponta que os casos de suicídio devem aumentar principalmente entre os profissionais da saúde e trabalhadores de serviços essenciais, que são mais solicitados durante esse período.

No Brasil, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) realizou uma pesquisa com pessoas de todo o país e mostrou dados assustadores. Em menos de um mês de isolamento social, o número de casos de depressão aumentaram em 90%, já os casos de crise aguda de ansiedade aumentaram 70% e por último, os casos de estresse agudo aumentaram 40%.

A pesquisa também analisou que as mulheres são mais propensas a sofrer com estresse e ansiedade durante a quarentena. Outros fatores que estão ligadas aos transtornos mentais são alimentação desregrada, doenças preexistentes, ausência de acompanhamento psicológico, sedentarismo e necessidade de trabalhar fora de casa.